Mulheres das zonas periféricas de São Vicente reclamam mais atenção dos decisores

08 de março de 2021

Fátima Balbina, a Delegada da OMCV no Mindelo
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A reivindicação é de uma jovem de Fonte Francês, a propósito de uma roda de conversa inter-gerações que a Organização das Mulheres de Cabo Verde promoveu, na manhã de hoje, para assinalar o Dia Internacional das Mulheres.


É que a justiça social e o empoderamento das mulheres que estão implícitos ao 8 de Março ainda não chegaram às comunidades mais vulneráveis.

Uma empregada de uma fábrica de confecções, Romina Brito está em regime de lay-off devido a pandemia e, para não ficar em casa, está a trabalhar como voluntária na Delegação de São Vicente da OMCV.

Entre as participantes na roda de conversa, foi também como voluntária que falou à imprensa, tendo reclamado por mais atenção às mulheres que vivem nas "fraldas", ou seja, zonas fora do perímetro urbano.

Fátima Balbina, a Delegada da OMCV, tem a mesma percepção e, curiosamente, já a tinha declarado à imprensa antes da Romina Brito, ao responder o que é preciso ser feito para que os ganhos do 8 de Março cheguem a todos.

Uma das fundadoras do OMCV, Maria das Dores ”Dory” Silveira, diz que esses problemas elementares das mulheres ainda persistem porque ainda são poucas as mulheres que estão na política activa.

Três gerações de mulheres sugerindo que a escuta activa e a discussão de ideias são as vias para a construção de um do futuro mais justo, no feminino e no masculino.


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